Por Cristina Padiglione | Saiba mais
Cristina Padiglione, ou Padi, é paga para ver TV desde 1990, da Folha da Tarde ao Estadão, passando por Jornal da Tarde e Folha de S.Paulo

Com 17,8 milhões de assinantes, TV paga perde mais de 1 milhão de clientes em um ano

A TV paga no Brasil fechou o mês de março com 17.851.565 assinantes, ou 1.081.024 a menos que em março de 2017. Isso representa uma queda de 5,71% na base de pagantes de TV no país. Em comparação com o mês anterior, a perda foi de 972 contratos, uma queda de 0,01%, mas considerável para um período tão curto.

Em novembro de 2014, a TV paga atingiu seu ápice, com quase 20 milhões de assinantes, de modo que temos agora uma perda de 2 milhões de clientes em pouco mais de três anos. Não é por outro motivo que programadoras como a HBO e a FOX têm se empenhado em lançar serviços de streaming independentes das operadoras de TV paga, prontas para competir (ainda não em preço) com plataformas como Netflix e Amazon.

No bolo das operadoras, segundo os dados de março, a NET se mantém líder, com uma fatia que corresponde a mais da metade (50,27%, ou 8.973.366), mas é também a empresa que mais perdeu assinantes (765.891 pagantes, ou 7,86% da base). A Sky se mantém como vice-líder do mercado, com 5.298.485 clientes, o que equivale a 29,68% do mercado, sendo também vice na perda de consumidores (289.986, ou 5,19%). A Telefônica possui 1.586.498 de clientes (8,89%) e a Oi possui 1.526.399 clientes (8,55%).

Nos últimos 12 meses, somente duas empresas registraram crescimento: a Oi com (175.163 novos contratos, um progresso de 12,96%) e Algar com um leve aumento, de 362 contratos (0,37%).

No ranking dos estados que mais perderam clientes, em 12 meses, as maiores reduções de contratos, em termos percentuais, foram:

1. Amapá: 3.021 (-12,89%)
2. Pernambuco: 47.104 (-12,66%)
3. Sergipe: 11.174 (-11,69%).

Em números absolutos, as maiores quedas são lideradas pelos dois estados com maior número de assinantes:

1. São Paulo: 485.499 contratos (-6,71%)
2. Rio de Janeiro: 129.250 contratos (-5,05%)
Maranhão, Piauí e Tocantins registraram pequenos aumentos no serviço. Na comparação entre fevereiro e março de 2018, as maiores reduções percentuais foram: no Amapá (-264 contratos, queda de 1,28%) e no Pará (- 4.913 contratos, ou perda de 1,59%). Em termos quantitativos, as maiores diminuições foram no Rio de Janeiro (-5.932 contratos, ou -0,24% de queda) e no Pará (-4.913 contratos, o que representa 1,59% de recuo)

O Rio Grande do Sul, na contramão das tendências observadas no resto do país, registrou um aumento de 8.082 contratos de TV por assinatura, de fevereiro para março de 2018.

Os dados são da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatael).

Curta nossa página no Facebook e siga-nos no Twitter

Cristina Padiglione

Cristina Padiglione