Por Cristina Padiglione | Saiba mais
Cristina Padiglione, ou Padi, é paga para ver TV desde 1990, da Folha da Tarde ao Estadão, passando por Jornal da Tarde e Folha de S.Paulo

Pesquisas mantêm Fábio Assunção em alta e endossam aposta da Globo para novela em 2018

Fábio Assunção no lançamento da série "A Fórmula". Foto de Rafael Campos/Divulgação

A boa cotação de Fábio Assunção entre o público feminino endossa a aposta da Globo no ator. Pesquisas realizadas constantemente pela emissora mostram que ele se mantém em alta, mesmo tendo enfrentado sabidos problemas pessoais de dependência química, o que o afastou por determinado período da TV.

Ao longo da novela “Totalmente Demais”, seu último trabalho exibido pela emissora, não foram poucas as faltas a gravações e os acidentes que o fizeram chegar com algum problema ortopédico. Mesmo assim, a Globo o manteve em cena no núcleo central, como parte do quarteto integrado por Juliana Paes, Marina Ruy Barbosa e Felipe Simas. O folhetim foi um sucesso de audiência.

Agora, ele acaba de gravar “A Fórmula”, série que estreia dia 6, de novo com ele no núcleo principal. E já tem data para voltar ao set: está escalado para “Onde Nascem os Fracos”, nova novela das onze (ou supersérie, como a Globo agora trata o produto), de George Moura, com direção de José Luiz Villamarim. A informação é do site “Notícias da TV”, de Daniel Castro.

As gravações ocorrerão no Nordeste, região onde a dupla Moura&Villamarim realizou uma das melhores produções já feitas para a TV: a minissérie “Amores Roubados”. Dessa vez, as locações ficam entre Piauí e Paraíba. De “Amores Roubados”, a ficha técnica traz ainda a participação de Patrícia Pillar, em um elenco que conta também com Alexandre Nero.

É praxe da Globo cuidar de seu elenco, em especial, daquele que interessa ao grande público. Mas o histórico da emissora mostra que a casa sempre prestou assistência a funcionários e colaboradores que tiveram de se afastar do trabalho ou reduzir o ritmo do expediente. Há casos de talentos de bastidores e de holofotes, como Paulo José, que há 20 anos vive sob as restrições do Parkinson e é mantido pela Globo em sua folha de pagamentos.

Dito isso, não é surpresa que a emissora continue a apostar em Fábio Assunção e Casagrande, só para mencionar dois casos tratados como doença, e não uma questão de má conduta. Não cabe aqui discutir se o ator consumiu drogas lícitas ou ilícitas no episódio que resultou em sua prisão em Arcoverde, sertão pernambucano, no último fim de semana. A situação fugiu do controle, como ele mesmo manifestou em sua página no Facebook, se desculpando pelo ocorrido.

A tendência da Globo é evitar que Fábio assuma trabalhos de longo prazo, até para poupá-lo de longas temporadas distante da família. Dentro do possível, ele será visto em séries e novelas mais curtas, ou em seriados, formato que o trouxe de volta após o período mais crítico, por meio de “Tapas & Beijos”. Mas é certo que a casa nem pensa em abandonar o ator à própria sorte e não faltam autores interessados em colocá-lo em cena.

A plateia fica na torcida por seu sucesso.

E este TelePadi, idem.

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Cristina Padiglione

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