Por Cristina Padiglione | Saiba mais
Cristina Padiglione, ou Padi, é paga para ver TV desde 1990, da Folha da Tarde ao Estadão, passando por Jornal da Tarde e Folha de S.Paulo
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GNT leva à TV a série documental ‘Humanidade [em Nós]’, que acusa a valorização de conceitos femininos

Imagem dos minidocumentários

Entusiasmada pela repercussão da série ‘Humanidade [Em Mim]’ nas redes sociais, o canal GNT abre espaço para a ideia na TV, pela primeira vez, a partir da 20h30 desta terça, 19. Agora, a sequência de diálogos vem batizada como “Humanidade [em Nós]”, mantendo o formato documental. São três episódios de 5 minutos, além de um especial de 27 minutos, que vai ao ar em 15 de outubro.

A ideia propõe depoimentos e exemplos de como os seus gestos e atitudes podem afetar a vida alheia, inclusive comparando ações no ambiente familiar com o que se faz fora de casa: o que pode ser aceito de um lado pode ser rejeitado de outro? Os relatos trazem histórias reais e inclusivas, na tentativa de promover reflexão sobre um dos conceitos mais vendidos nas últimas décadas: o da independência total como algo desejável.

Todos os relatos buscam um viés de valores associados ao feminino e têm como apoio o estudo “A vez do feminino”, encomendado pelo patrocinador ao Studio Ideas, em parceria com Mirian Goldenberg, professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Contando com a participação de 1.000 pessoas, entre 16 e 64 anos, o levantamento apontou que homens e mulheres gostariam de viver em uma sociedade com valores mais femininos. Dos 10 atributos que os brasileiros sonham em ter na sociedade, ainda segundo o estudo, sete estão culturalmente associados às mulheres. Mas estereótipos de gênero ainda mantêm esses valores restritos às relações pessoais.

Veja que bacana: os dados acusam um desejo latente em grande parte dos homens de abandonar o modelo atual de masculinidade, que exige que eles sejam protetores, bem-sucedidos, fortes e provedores o tempo todo — e jamais demonstrem emoções. Questionados sobre as situações que gostariam de ver acontecer mais em casa, 42% deles quer que haja mais tempo e disposição para ouvir e acolher as pessoas, índice maior até que o das mulheres (40%).

Ao menos no discurso, vá lá, os brasileiros parecem mais engajados e menos individualistas. A maioria dos pesquisados (68%) se sente responsável pela situação atual e boa parte valoriza pensamentos como “gentileza gera gentileza”, “mais amor, por favor” e “a união faz a força”. Ao menos no discurso…

O projeto conta com parceria da Molico e do coletivo de inteligência criativa asas.br.com

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Cristina Padiglione

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