Por Cristina Padiglione | Saiba mais
Cristina Padiglione, ou Padi, é paga para ver TV desde 1990, da Folha da Tarde ao Estadão, passando por Jornal da Tarde e Folha de S.Paulo

Casagrande volta a celebrar a conquista da sobriedade na Copa da Rússia

Walter Casagrande celebrou a conquista de um ciclo e falou sobre seu novo empreendimento no 'Altas Horas' / Rerprodução

O ex-jogador e comentarista de futebol da Globo Walter Casagrande voltou a celebrar, durante participação no “Altas Horas”, neste sábado, a sobriedade conquistada na última Copa do Mundo.

“Na realidade, eu tive uma batalha de dez anos pra me recuperar do caos em relação às drogas, demorou muito tempo, não é simples. A recuperação não é parar de usar drogas, a recuperação é mudar seu comportamento, é mudar seu estilo de vida, sua filosofia, hábitos, isso aí leva tempo, né? E eu fui construindo isso aos poucos, passando por várias batalhas.”

Casão, como é conhecido, disse que na Copa anterior, em 2014,  ainda achava que podia beber, mas logo descobriu o porquê de evitar também o álcool. “Meu problema não era álcool, eu bebia um final de semana… eu não entendia o porquê não e fui entender… Eu fiz a Olimpíada limpo também, aqui no Brasil, mas eu precisava de um evento grande, importante, com muita euforia, que fosse fora do Brasil, que eu tivesse que me virar sozinho, pra, aí sim, eu perceber o quanto eu tinha evoluído e que eu tinha passado para um outro patamar de recuperação e tinha fechado um ciclo, pra começar outro ciclo – um ciclo que é o seguinte: meu passado fechou na Copa do Mundo e eu sou sóbrio, cara, tudo o que eu conquisto hoje é pela sobriedade mesmo, então, é caminho pra frente, fazer coisas sóbrio.”

Serginho Groisman convidou o amigo ao centro do “Altas Horas” para falar de sua nova empreitada – a produção de musicais de grandes nomes da Música Brasileira, em risco de serem esquecidos pelas novas gerações. Antes de engatar o recado sobre o assunto, no entanto, o apresentador parabenizou o comentarista da Globo e ex-jogador de futebol pela maneira como ele se despediu das transmissões na Rússia, ao final da última Copa, quando deu esse depoimento sobre sobriedade pela primeira vez.

Logo após o final da Copa da Rússia, seguindo o protocolo recomendado pelos contratados da Globo, procurei a assessoria de imprensa da emissora para ter uma entrevista com Casagrande sobre o assunto. Tive meu pedido negado, sob a alegação de que o comentarista não queria mais tocar no assunto, uma justificativa que não combina com os frequentes depoimentos do ex-jogador sobre o tema. Pena. Quando ele quiser falar a respeito, estamos aqui a disposição para uma boa conversa, sempre útil no auxílio de quem sofre de dependência química.

No “Altas Horas”, o comentarista contou que sua empreitada como produtor de musicais começou no final do ano passado, quando idealizou um projeto para resgatar os grandes compositores que fizeram a história da Música Popular Brasileira. “Comecei pelo Adoniran Barbosa, no Teatro Municipal, em janeiro. Eu tinha visto uma matéria da filha do Adoniran sobre o acervo do pai, que estaria guardado em uma sala da Galeria do Rock, eu não entendi muito bem e falei: ‘meu, faz tempo que eu não ouço Adoniran’,  muita gente não conhece Adoniran. Pensei: ‘preciso fazer alguma coisa’.

Dando seguimento à ideia, no próximo dia 28, um espetáculo com repertório de Adorniran unirá Tiago Abravanel, Luíza Possi e Cássio Scapin no Teatro Porto Seguro. E, em 31 de janeiro de 2019, um show em homenagem a Luiz Gonzaga tomará o Teatro Muncipal.

“O Brasil esquece muito rápido e as coisas estão passando, estão esquecendo coisas importantes, pessoas importantes da história musical e cultural do Brasil”, disse o agora também produtor musical.

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Cristina Padiglione

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