Por Cristina Padiglione | Saiba mais
Cristina Padiglione, ou Padi, é paga para ver TV desde 1990, da Folha da Tarde ao Estadão, passando por Jornal da Tarde e Folha de S.Paulo
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FOX lança ‘Rio Heroes’ em fevereiro e já começa a gravar 3ª temporada de ‘1 X Todos’

Murilo Rosa protagoniza nova série da FOX, 'Rio Heroes'

Indicado ao Emmy Internacional de melhor ator pela série “Um Contra Todos”, Júlio Andrade volta ao set da série no próximo domingo, dia 8, no Rio. Na ocasião, a Conspiração, pelas mãos do diretor Breno Silveira, dá início à gravação da terceira temporada do enredo criado a partir da prisão de um advogado acusado de guardar em casa uma tonelada de maconha. Na primeira safra, baseada em um caso real, acompanhamos a transformação que a cadeia opera em Cadu. Na segunda temporada, atualmente no ar, Cadu se especializa no crime e segue para Brasília. E na terceira safra, que começa a ser gravada agora para ir ao ar só em 2018, o personagem cruza fronteiras e vai buscar alguns de seus desafetos até na Bolívia.

Segunda série mais vista da FOX no Brasil, “Um Contra Todos”, aqui, só perde em audiência para os zumbis de “The Walking Dead”. Segundo Zico Góes, responsável pelas produções nacionais nos canais FOX, a série de Breno Silveira deve chegar pelo menos até a 4ª temporada. O mesmo vale para “#MeChamaDeBruna, baseada na vida de Bruna Surfistinha, que já foi sucesso como livro e longa-metragem. A história da menina de classe média que resolveu se prostituir por opção, e não por necessidade financeira, é o título brasileiro da FOX  de maior audiência no exterior.

Tanto Bruna, protagonizada por Maria Bopp, como “Um Contra Todos” foram ao ar simultaneamente em toda a América Latina, pelos canais do grupo.

Além da continuação dessas duas séries, há mais duas a caminho: “Rio Heroes”, produção da Mixer, com direção de Pablo Uranga, com Murilo Rosa, Priscila Fantin, André Ramiro, Juliana Araripe e Luisa Micheletti, entre outros, sobre o universo de luta livre, com previsão de estreia para fevereiro. E “Ouro Branco”, nome ainda provisório, com produção assinada pela Barry Company e  direção de René Belmonte. A história é inspirada em narcotraficantes reais brasileiros.

“Rio Heroes era um vale tudo clandestino, montado por um cara chamado Jorge Pereira, um lutador, que sem visão do olho direito resolveu entrar pro Vale Tudo”, conta Góes. “Ele tinha uma coisa de honra, achava que a luta tinha que ser sem regras, e criou esse campeonato, Rio Heroes: os gringos patrocinavam, rolavam apostas nos Estados Unidos, que eram proibidas aqui, mas lá, não, e lá era proibido ter o campeonato, mas não as apostas. É uma história dos anos 90”, completa.

A produção de séries na FOX tem se destacado com produções bem acima da média realizada pelo conjunto de canais pagos. A indicação ao Emmy Internacional em categoria bastante disputada como a de ator é um indício disso – fora os finalistas de produções da Globo, a categoria de ator, até aqui, só tinha sido frequentada por atores das séries da HBO, como Marcos Palmeira (por “Mandrake”) e Emílio de Melo (“Psi”), que também são mais bem acabadas que a média geral produzida para a TV paga aqui.

Para alcançar esse nível de excelência, o canal tem sabido usar com louvor recursos ofertados por leis de incentivo propostas pela Ancine, a começar pelo Artigo 39, disponível para canais pagos estrangeiros (uma taxa que a programadora pagaria por estar no mercado brasileiro pode ser revertida em produções nacionais). A má notícia é que todas essas pérolas estrearão sempre pelo canal FOX Premium, que custa ao assinante uma quantia extra. A FOX, propriamente dita, basiquinha, tornou-se praticamente uma segunda janela das grandes produções do grupo.

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