Por Cristina Padiglione | Saiba mais
Cristina Padiglione, ou Padi, é paga para ver TV desde 1990, da Folha da Tarde ao Estadão, passando por Jornal da Tarde e Folha de S.Paulo
Minha novela

Comprada pela Globo, ‘Éramos Seis’ deve ganhar novo remake dentro de 3 anos, diz autor

Rubens Ewald em entrevista à Talk TV

Parceiro de Silvio de Abreu na adaptação de “Éramos Seis”, Rubens Ewald Filho disse em entrevista ao jornalista Paulo Gustavo, pelo site Talk TV, que o texto deve ganhar uma produção na Globo dentro de um prazo de três anos, mais ou menos. Rubens contou que a emissora já comprou os direitos de produção da novela, por sugestão do próprio Abreu, hoje diretor de teledramaturgia da emissora.

“Foi bom que entrou um dinheirinho”, comemorou Ewald, que disse ter escrito toda a parte política do folhetim. ‘O próprio Silvio dizia pra mim: ‘eu não entendo nada de política, essa parte fica com você.’ Ele fica meio constrangido de fazer uma novela que é dele”, confidenciou.

O romance de Maria José Dupré já havia sido adaptado para a TV em 1958, para a Record, e em 1967, para a Tupi, em outras adaptações. O texto de Abreu e Ewald foi feito também para a Tupi, já em 1977, e comprado depois pelo SBT, que produziu a trama em 1993, sob o comando de Nilton Travesso, com texto final do próprio Ewald. Foi a melhor novela já realizada pela rede de Silvio Santos. Encabeçado por Irene Ravache, o elenco contava com Othon Bastos, Denise Fraga, Osmar Prado, Tarcísio Filho e outros grandes nomes, além de ter lançado para a TV o promissor Caio Blat, ainda uma criança.

“Vendi a novela para o Silvio Santos, imagina, foi o maior feito da minha vida! Eu, que até pra comprar um sapato não me saio bem, imagina vender pro Silvio? Ele falou: ‘por que eu vou pagar mais que os outros?’ Eu disse: ‘porque é bom e você vai botar no ar’, e ele acreditou. Ele deu toda a liberdade pra escolher elenco, mas depois foi aquele negócio: fizeram mais uma ou duas novelas e ele acabou com aquilo.”

Na entrevista, Ewald comentou o caso Kevin Spacey, acusado de assédio sexual. “Ele é muito antipático”, mas “um puta ator”. E, como todo profissional muito bom no que faz, deve dar a volta por cima, acredita o crítico.

 

 

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Cristina Padiglione

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